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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Cadê o RPG pronto para jogar?

Eu amo sistemas de RPG completos, como GURPS e Mutantes & Malfeitores, pela gama de possibilidades que prometem. Infelizmente agora sou um tiozão de meia-idade com jornada de trabalho semanal, esposa para dar atenção e filhos para criar!

Esta postagem é uma resposta a um texto muito bom do blogue Gurpeiros: Por quê jogar GURPS?. Lá eles relembram as maravilhas deste que seria o sistema dos sistemas de RPG, a não ser por um pequeno detalhe... NADA ESTÁ PRONTO PARA JOGAR!

Sei que há certa diversão no dito "dever de casa do Mestre", de aplicar análise combinatória entusiasmada nas regras e ir criando novos personagens e situações, mas eu sou uma pessoa muito ocupada e com a cabeça cheia de preocupações que só queria sentar com amigos ao redor de uma mesa e rolar uma saudosa partidinha de RPG!

Para essa minha queixa, alguns oferecerão aventuras prontas, apesar da maioria delas precisar ser traduzida do inglês, pelo menos os nomes de algumas características dos personagens, e estudada por mim durante a semana, o que exige quase o mesmo trabalho de ensaiar para uma pequena peça. Se esse é o máximo de suporte que os RPGs tradicionais têm a oferecer, não me espanto que a maioria dos jogadores mais antigos estejam migrando para os tais sistemas mais narrativos, quando não desistindo de vez do RPG de mesa e migrando para outros passatempo menos exigentes, como os jogos eletrônicos ou de tabuleiro!

Prevejo que, caso os sistemas tradicionais queiram continuar sendo ensinados de geração para geração, então devem assimilar os métodos daqueles joguinhos indies ou daqueles jogos de tabuleiro metidos a besta, sob risco de entrarem em extinção como peças do museu de artes lúdicas! E na falta de revistas das editoras a darem esse suporte aos seus próprios sistemas, restam nossos tão desprezados blogues, repositórios de todo entusiasmo que dedicamos aos nossos queridos jogos de desempenho de papéis, que dependem tanto das malditas redes sociais para terem a existência relembrada!

Me digam aí, o que vocês acham que os RPGs tradicionais têm a aprender com esses novos jogos?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Aquecendo os motores para o FVM2013

A Secular ainda não liberou os temas e as metas alternativas de design para a gente escolher, mas já podemos aquecer os motores pensando nos tipos de jogos que podem ser produzidos:

Eu rabisquei um contínuo entre os tipos de jogos que podem ser produzidos, apesar de a ideia original do FVM2013 ser produzir um RPG e da tendência ser a de se produzir um Jogo Narrativo.

Os outros tipos de jogos servem então como fonte de inspiração para mecânicas diferentes e acho até que dá para produzir alguma novidade parecida com a parte de cima do espectro, do Ludodrama ao ARG (Alternate Reality Game, Jogo de Realidade Alternativa).

Estou pensando em produzir um RPG da modalidade Ludodrama com um grupo de colaboração servindo de Toca de Coelho de ARG, só para testar os limites do Concurso e sair da dicotomia RPG-Jogo Narrativo.