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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Epopeia de um Mestre (em progresso no RPG Maker)

Continuando a produção do jogo de RPG Maker sobre a epopeia de um mestre de RPG de mesa, vamos às definições do Sistema do RPG Maker 2000:

Em relação aos Atributos usados na Tela de Combate (que representará a Sessão de Jogo dentro do jogo), a ordem das ações é definida pela Rapidez do Mestre, os Pontos de Vida serão a Tranquilidade do Mestre (e de seus NPCs e Criaturas) e dos jogadores do grupo, que pode ser perturbada conforme a Maestria (Ataque) e a Teimosia (Defesa) de cada um dos participantes da Sessão de Jogo.

O Mestre também tem Pontos de Repertório (Pontos de Magia) para gastar com Truques (Magias) conforme suas Manhas (Técnica em magias).

Então, munido de alguns Randomizadores (Armas: poliedros, búzios, baralho, moeda, cronômetro, etc) e protegido por uma Divisória (Escudo) do Mestre, uma Camiseta (Armadura) estampada, um Boné (Elmo) maneiro, algumas Anotações (Acessório) e carregando algum Material de consumo (Itens: manuais, props, refri, salgadinhos, etc), o Mestre está pronto para mais uma Sessão de Jogo.

O "bestiário" que forma o grupo de jogadores (Monstros ou Vilões) de uma Sessão de Jogo inclui Power Gamers ou Apelões, Advogados de Regras, Engenheiros do Ficha, Dramáticos ou Ladrões de Cena, Novatos, Fanáticos, etc.

Apelou, perdeu!

Ainda bem que o Mestre pode contar com a ajuda de Entusiastas, Veteranos e outros interessados no hobby (NPCs do RPG Maker) para indicar-lhe (Missões) onde encontrar recursos ou bons locais ou eventos para jogar.

Conforme estuda os manuais dos jogos, prepara e ensaia Criaturas e NPCs para ajudá-lo a contar suas suas histórias na Sessão de Jogo.

A próxima etapa será listar "equipamentos" (inventário de recursos do Mestre), "adversários" (tipos de jogadores e seus Atributos e Poderes) e "aliados" (personificações do Mestre), e ir pensando nas "Missões" antes do Level Design e da arte conceitual.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Como seria um RPG "civil"?

Para quem não sabe, os jogos de RPG de mesa são uma mudança da escala estratégica dos exércitos dos wargames (jogos de guerra) de mesa para uma escala tática de duelo épico entre heróis e líderes desses exércitos. Sim, o RPG é de origem "militar", ainda que criado por "civis"!

Estrategas e seus estratagemas.

Não é à toa que TODO manual de instruções de jogos RPG desde que o Chainmail virou Dungeons & Dragons (D&D) tem SEMPRE um capítulo exclusivamente dedicado ao combate, e a maioria deles ainda traz toda um lista de armas a serem adquiridas e uma tabela com suas respectivas estatísticas de guerra.

Ok, então como seria o contrário disso, um RPG civilizado, no qual o máximo de conflito fosse entre concorrentes a competir por um bom negócio, no qual mecânicas de comércio substituíssem as de combate, com poder aquisitivo em vez do dano de um ataque e valores de mercado em vez de defesas e resistência a dano.

No caso do Sistema D20, utilizado desde a terceira edição do D&D, talvez a mecânica de Riqueza (Wealth, capacidades e testes de compra e venda) do D20 Modern servisse de base para todos os testes em vez do bônus de ataque (rolagem usada inclusive nos testes de perícias "pacíficas"), das classes de defesa (CD, usadas também como "classes de dificuldade" para perícias "pacíficas"), das rolagens de dano e dos pontos de vida.

"Gostosa! Quentinha! Tapioca!", o pregão abre o dia.

Em vez de campos de batalha teríamos feiras e mercados, em vez de estalagens e tavernas que mais parecem alojamentos de quartel teríamos armazéns e oficinas ou silos e fazendas.

As mortes seriam caso de polícia e não baixas de guerra, e a mecânica de aquisição e venda poderia servir de base para a exigência e concessão de direitos de um sistema jurídico completo, com julgamentos, juízes e tribunais.

Protesto, meritíssimo!

Talvez fosse necessário um sistema de negociação, talvez uma espécie de leilão entre os personagens dos jogadores e os personagens do mestre, com fichas ("tentos") a serem apostadas ou mãos de cartas (ou rolagens fechadas em copos) a serem reveladas.

Alguns defendem o conflito nas brincadeiras dizendo que vivemos numa sociedade pacífica o suficiente e que precisamos de catarse para nossa agressividade natural, porém prefiro considerar que vivemos numa realidade tensa, insegura e sujeita a traumas a qualquer momento, e precisamos mais ainda do exercício de habilidades de consenso e troca, ainda que seja no vislumbre de um paraíso apenas jogado e ainda não vivido.

domingo, 21 de maio de 2017

Qual o contrário de "jogo eletrônico"?

Esta é uma discussão sobre os termos utilizados para classificar os jogos que tanto amamos jogar em grupo ou em nossas máquinas.

Será que o contrário de jogo eletrônico é jogo analógico? Eletrônico aqui é usado no sentido de digital, ou seja, que utiliza números discretos (limitados em casas decimais) em vez de números reais sem limitação de casas decimais, como seria um relógio químico em comparação com um relógio de engrenagens, por exemplo. Nessa acepção, os RPGs de mesa que jogamos também são digitais, pois costumamos usar números inteiros, sem casas decimais, nos testes rolados em nossos sistemas de jogo.

Isto sim é um relógio analógico!


Talvez o contrário de jogo eletrônico seja jogo presencial, como o termo utilizado em educação a distância para diferenciar aulas no computador das aulas em pessoa. Infelizmente o termo não descreve o que ocorre quando jogamos um sistema de RPG em uma mesa virtual, pois a atividade deixa de ser presencial sem se tornar um jogo eletrõnico.

Que tal então chamar um jogo não-eletrônico de jogo físico, por exigir a presença de pessoas reais administrando ele ainda que distantes? Pode até ser se por físico nós entendermos algo palpável em vez de algo imaterial, porém a máquina que roda o jogo eletrônico também é física e material como as peças de um jogo de tabuleiro, ainda falta precisão neste termo técnico.

A diferença entre as duas categorias de jogos parece estar no fato de o administrador da experiência de jogo ser uma máquina ou uma pessoa. Então o oposto de jogo eletrônico estaria mais perto de ser um jogo orgânico, pessoal ou humano. Como todo jogo eletrônico é programado por humanos, e como outros organismos animais além dos humanos também brincam, então chamar os jogos não-eletrônicos de jogos pessoais parece mais exato semanticamente, pois considera a personalidade de quem administra a experiência de jogo além da presença de outros jogadores.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Automatizando a Mestragem com Narrativas coerentes

Comecei a assistir He-Man no Netflix e, quando começaram a mostrar os bustos dos personagens na abertura, principalmente dos vilões, matutei em como tinham transformado os bonecos da brincadeira em uma narrativa maniqueísta e me veio a solução para o sistema de narrativa processual que eu imaginei para um jogo de RPG Maker chamado "Sua Própria Jornada" cuja história é diferente para cada jogador que entra no jogo.

Eu pensei sobre os inimigos do He-Man: "E se o mal a ser combatido não fosse sempre os mesmos vilões, mas sim o que representam de ruim e, sendo assim, qualquer um que assuma o mesmo papel que eles deve ser combatido, porém pode se redimir também, pois não é nada pessoal contra ele".

A lógica então seria criar papéis relacionados entre si com funções narrativas específicas, mas sem nenhum rosto ou nome a princípio. Daí basta sortear uma estrutura narrativa quando o jogador inicia o jogo, completando cada papel com os nomes e figuras de personagens já programados, de forma que, ainda que cada novo jogador encontre os mesmos personagens, não reconhecerá as cenas do jogo contadas por outro jogador.

Por exemplo, vamos supor que um jogador entra numa trama de resgate cujos papéis a serem preenchidos são os de um sequestrador, um sequestrado, alguns aliados do jogador e alguns cúmplices do sequestrador. Outro jogador pode entrar numa trama de vingança cujos papéis a serem preenchidos são os de um assassino, uma vítima (com quem o protagonista pode conviver nas cenas iniciais para aumentar o drama), alguns conhecidos em luto que tentam dissuadir o protagonista de agir precipitadamente, alguns incentivadores da retaliação, que vão lhe fornecer informações, armas, etc. O importante para que o sistema funcione é que as variáveis sorteadas no início permaneçam as mesmas durante todas as partidas daquele mesmo jogador, ainda que uma ou outra seja alterada para criar uma reviravolta na trama.

No RPG Maker o que se manteria em todos os jogos seria a ambientação e os personagens e seus nomes. Tem um jogo de faroeste programado em Flash assim no Adult Swim, porém a história é sempre a mesma e só muda a identidade do vilão a ser descoberto e morto.

Percebo que as tramas costumam ser crimes, portanto o Código Penal seria uma boa fonte de tramas, ainda que talvez quaisquer infrações ou pecados cometidos pelos personagens possam ser tramas também e, portanto os 10 Mandamentos bíblicos ou o Código de Conduta de uma organização também fossem uma boa fonte de estruturas narrativas.

Quanto às falas e frases de efeito, deve-se lembrar que cada papel traz sua própria personalidade, suas falhas de caráter e seu próprio discurso, ainda que as motivações variem (talvez possam ser sorteadas também, às vezes até no momento de serem reveladas).

Posso testar um protótipo da ideia no Twine, e pode até servir de base para um baralho narrativo que auxilie ou substitua o papel do Mestre de Jogo num RPG de mesa, deixando todos os participantes livres para jogarem com seus próprios personagens. Pensando melhor, é preferível criar primeiro esse baralho como protótipo e depois tentar o Twine.

(Satisfação aos leitores: Os projetos anteriormente comentados neste Blog não foram esquecidos na gaveta, mas aguardam melhores oportunidades de serem desenvolvidos, enquanto continuo estudando o ramo lúdico das Artes Interativas e tendo novas ideias que podem contribuir com o aprimoramento desses projetos. As sementes não morreram, algumas estão guardadas, outras em hibernação e outras já plantadas, mas crescendo naturalmente de forma selvagem, com uma ou outra visita do jardineiro.)

domingo, 20 de março de 2016

A partida de SuperMequetrefes foi muito comédia, estou rindo até agora

Eu ri sozinho ao me lembrar das cenas do jogo de hoje. É difícil controlar o riso ao lembrar do ex-paquito Jhonny em sua identidade secreta de Capitão Planeta Xuxa cantando "tudo que eu quiser o cara lá de cima vai me dar" ao se referir ao jatinho de Jarvis, identidade secreta do CEO Steve Gates, quando ele recebeu o pedido de hackear informações da rede da delegacia de Valparaoinferno.

E quando o versátil Unânime, identidade secreta de terno com ombreiras ridiculamente grandes e óculos de lentes de filmadora daquele ex-apresentador secundário de reality show, que ninguém lembra o nome, revela que seu microfone cromado de lapela também se transforma num cassetete!

Ou quando o conhecido líder de reciclagem Zé Latão, em sua identidade secreta de Rei do Lixo, chega em seu Metanomóvel e usa seu poder de gambiarra - adquirido por não comer pequi - e corrói, enferruja e empesteia a fechadura dos fundos da delegacia com a acidez de águas coletadas do próprio rio Tietê com cuspe e mijo de rato espremido na hora para se esconder na copa abraçado a um rico cesto de lixo, esperando o momento certo para superar uma suspeita fechadura biométrica com o bandeide velho desgrudado de sua própria barriga e um pouco de pó de toner de impressora.

Tinha também a espalhafatosa transformista Caty, gênio da leitura corporal, identidade secreta de um renomado professor de estudos místicos, que se montava toda para combater a opressão da Normalidade com seu bordão "não perdoarei seu furico" e sua insistência em insinuar-se para o ex-paquito e o apresentador secundário de reality show durante toda a missão.

Essa equipe de heróis, convocada pelo Doutor Foucault por uma mensagem de Whatsapp dizendo "Anormais, aconcheguem-se!", numa clara tradução literal de "Avengers, assemble!", que também poderia ser dito "Anormais, arrocha!", foram fruto da criatividade impagável de jogadores que participaram do Encontro D30 "O Retorno", realizado desta vez no Centro de Convivência do Idoso, no Guará II, neste domingo que abriu a semana santa e o outono de 2016. O lugar é legal, mas o vento pelas janelas atrapalhou o jogo desorganizando minhas folhas de papel. O ideal é mesmo um local fechado com ar condicionado como era na Biblioteca Nacional.

Infelizmente não pudemos testemunhar as peripécias do mago nórdico que usou seus conhecimentos enciclopédicos para fugir de sua mulher para nossa dimensão e se disfarçar de líder religioso politeísta, nem do garoto propaganda de produto de limpeza Andy Clean que, sob a identidade secreta de Mister Músculo, prometia "limpar esta cidade" com sua superforça acidentalmente adquirida pelo consumo de soja transgênica, pois a mesa de jogo que ambos jogadores esperavam abriu antes que Doutor Foucault pudesse perguntar se Mister Músculo já havia lavado o banheiro do quartel-general.

Dois supervilões apareceram neste episódio, a líder transexual feminina de gangue de motoqueiras Mulher de Negócio, que incitou uma onda de "rage" no Twitter do exército de tietes do Capitão Planeta Xuxa, e a comissária de bordo voadora Aeromoça, com quem os heróis tiveram o combate final numa luxuosa pista de pouso clandestina usada para tráfico de drogas.

O sistema utilizado, Mequetrefes, numa versão adaptada à criação de subcelebridades famosas que escondem seus superpoderes com identidades secretas marginais, loucas ou transformistas, já está quase pronto para distribuição, mas pretendo ajudar os futuros mestres de jogo com ferramentas para criar suas próprias paródias, estruturar uma narrativa engraçada e manter o ritmo do jogo (e o "timing" das piadas).

Os pontos fortes do sistema de jogos de comédia Mequetrefes são a agilidade de criação de personagens que possibilita que os jogadores criem personagens em mesas de eventos de jogos e joguem uma aventura completa no mesmo turno do evento, a liberdade que os jogadores têm para inventar características únicas para seus personagens ("free-form" com boas listas de exemplos), o suporte do sistema ao improviso dos jogadores durante a sessão de jogo graças a seu uso de atributos e condições abstratas, a lógica hilariante que começa nos termos utilizados na própria ficha de personagem e vai até a criação de aventuras a partir de coisas engraçadas trazidas pelo mestre de jogo.

Ainda falta incluir a possibilidade de evolução dos personagens por meio da aquisição de novos Especiais conforme o Tipinho de Mequetrefe para possibilitar séries de jogos com os mesmos personagens sem enjoar, ferramentas de gerenciamento do tempo de jogo pelo mestre de jogo, uma planilha para o mestre de jogo poder controlar os desafios da aventura durante a sessão de jogo, compilar guias com conjuntos temáticos de coisas engraçadas para serem usadas pelo mestre de jogo em vez de aventuras prontas e, finalmente, partir para a fase de observação de como o jogo se comporta na mão de outros mestres de jogo que não o próprio autor.

Agradeço aos jogadores de Mequetrefes pelo "feedback" construtivo e pelas gargalhadas que suas criatividades provocaram em todos os participantes e até mesmo em espectadores das sessões de jogo de ficção científica, de fantasia medieval e de super-heróis que experimentamos até o momento.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Planos para 2016 em diante

Realizações, esclarecimento e felicidades! Ainda estou vivo, não se preocupem!

Continuo fazendo jogos, agora também eletrônicos, não só presenciais, e não abandonei o projeto de RPG Maker sobre a vida de um Mestre de Jogos, mas tenho dedicado muito tempo a aprender sobre os "engines" (motores de jogo), lógica de programação, pixel art, animação, estruturas narrativas, sonorização, gerenciamento de projetos, game design e tudo que vá me ajudar neste projeto e nas tantas ideias de jogos que tenho anotado pelo caminho. Passarei a reportar minhas descobertas aqui no blogue com mais frequência e deixar as procrastinadoras redes sociais principalmente para divulgação das postagens.

Uma postagem no Facebook da RedeRPG pesquisando quais os jogos "crunchy" (granulado, muitas regras a consultar) e "fluffy" (felpudo, muita liberdade narrativa) melhores e piores segundo a galera reacendeu meu interesse pelo empoeirado Fading Suns, porém como seu sistema original é muito ruim para uma ambientação tão foda, encontrei uma adaptação para FATE, que acho que seria um sistema ideal para a proposta do jogo. Outro jogo de ambientação ótima com péssima mecânica citado nos comentários foi Kult, mas ainda não sei qual seria o melhor sistema para uma adaptação do potencial de sua cosmologia.

Idade Média espacial!


Meu filho de 7 anos tem se interessado por "alfabetos" estrangeiros, por causa dos créditos dos desenhos coreanos, chineses e japoneses que ele assiste, então tenho mostrado para ele livros ilustrados sobre kanjis, com ideogramas que ele copia, e já fizemos juntos uma animação no Movie Maker com desenhos que ele fez no Paint e dublagem com efeitos gravada no celular. Quero que isso continue e se torne uma prova de amor tão bonita quanto o método Kumon foi do senhor Toru para seu filho.

Acredito na LudoEduComunicação Prerrogativa (Jogo-Educação-Meios de Comunicação sobre Direitos) como o futuro da aprendizagem civilizadora e tenho planos de implantar esse método de estudo pela produção de conteúdos interativos jurídicos aqui em casa, para colaborar com a conclusão dos estudos por parte de minha esposa e com a formação de meu filho em seu potencial e meu desenvolvimento corporativo e pessoal. Isso merecerá muitas postagens aqui no blogue.

Ilustração... apesar da justiça e dos direitos não dependerem de tribunais!

Não tenho jogado nenhum jogo no computador ultimamente, nem participado de jogos em grupos fixos, mas participei de um playtest de tabuleiro e experimentei um ótimo jogo de dados solitário. Não parei de ler novos manuais, como os do FATE Básico/Core e FATE Acelerado/Accelerated, mas não tem como ampliar o repertório de jogos sem experiências de jogo então voltarei a jogar esse tanto de jogos novos que tenho colecionado no computador e na estante. Sem esquecer de reportar aqui no blogue também. Anunciarei minha mesa no próximo Encontro D30 e tentarei cobrir a partida com entrevistas dos jogadores para publicar aqui depois do evento.

Colocando tudo isso em prática ainda esse ano de 2016 já estarei dando os primeiros passos em direção ao meu objetivo de longo prazo de viver de jogos e arte interativa em tempo integral em vez de depender da minha remuneração num trabalho formal, apesar desse ter sido o "mecenas" de autores que admiro, como Augusto dos Anjos e Franz Kafka, cujas vidas funcionais permitiram que se dedicassem a suas obras ainda que em meio período.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

YouTube para Game Designers

Meu computador é razoável, mas a placa de vídeo é onboard e não roda nenhum jogo que exija um 3D mais detalhado, então, como faço para ver como é que é jogar aquele jogo de grande sucesso muito comentado por aí? Entro no YouTube e pesquiso o nome do jogo mais a palavra "gameplay". Faço isso também quando quero saber como é um jogo antes de adquiri-lo, pois não me satisfaço com avaliações, críticas e sinopses.

E se, apesar do meu computador aguentar o jogo por ele ser antigo e rodar num emulador, eu estiver mais interessado em conhecer a narrativa (história) do jogo e não estiver afim de morrer milhares de vezes para poder chegar até o final? Então eu entro no YouTube e pesquiso o nome do jogo mais a palavra "longplay". Já fiz isso com Out of This World (já tinha zerado antigamente, mas não teria saco para tentar de novo) e sua sequência (muito malfeita por sinal) e com Flashback: The Quest for Identity (ótima história de ficção científica à Vingador do Futuro, mas odeio plataformas e inimigos que não morrem nunca).

Tipo Prince of Persia só que atirando contra robôs e alienígenas

Porém, caso eu prefira jogar o jogo e esteja tendo dificuldade para passar de alguma fase, posso entrar no YouTube e pesquisar o nome do jogo mais a palavra "Walkthrough" e assistir somente até o ponto em que eu travei para não levar spoilers e estragar a experiência de jogo.

Pode-se pesquisar também no YouTube o nome do jogo mais a expressão "Speed Run" para assistir o jogo ser zerado no menor tempo possível. Eu não costumo usar muito isso, mas se você tiver pouco tempo disponível ou sua bateria estiver acabando ou se quiser descobrir atalhos e passagens secretas, é uma boa opção.

Assistir jogos diferentes é uma boa fonte de ideias e uma forma rápida de adquirir um grande repertório que será muito útil quando você, game designer, for criar seus próprios jogos. Você saberá o que já foi feito, o que deu certo, o que deu errado, quais os clichês de cada gênero lúdico e, a partir daí, você pode pensar sobre o que nunca viu num jogo e sobre o que gostaria de ver num jogo, qual jogo você gostaria muito que existisse e, daí para criar um jogo original e com apelo comercial para agradar pessoas como você, é um pulo.