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domingo, 13 de outubro de 2013

Regularidade, Aleatoriedade e Caos nos Sistemas de RPG

A personificação, manifestação da porção caótica dos RPG, é tida como ideal a ser seguido pela agenda Narrativista, relacionada à busca do RPG Arte, desde que se desenvolvam técnicas de interpretação que elevem o jogo a esse status.

O ideal da agenda Simulacionista está mais relacionado às estatísticas que descrevem o universo de jogo e seus personagens, onde a aleatoriedade tem o papel de sortear aspectos do ambiente imaginário e de garantir certo grau de incerteza às ações dos personagens, e a criatividade está nas mãos do mestre como Arquiteto do Universo tanto quanto nas dos jogadores como responsáveis pelo destino de suas individualidades simuladas. O RPG então é uma das muitas aplicações de Ciências como a Estatística e a Matemática, bem como de outras cujos estudos sirvam de inspiração para a elaboração do universo de jogo. Se houvesse mais empenho acadêmico o RPG poderia se tornar uma linha de pesquisa de alguma ciência aplicada, como a Pedagogia ou a Editoração.

Por fim, a regularidade está no campo das estratégias de jogo geradas pela combinação das cláusulas explícitas ou tácitas do manual de instruções do jogo e pelas diferenças entre os valores que definem e individualizam os personagens, onde então se desenvolve o ideal da agenda Ludista, que enxerga o jogo como brincadeira e busca as experiências que a competição, a cooperação e o desafio oferecem durante as sessões de jogo mais divertidas. Neste sentido o RPG é quase um esporte mental, como o xadrez.

É impossível dizer quem tem mais razão, pois o jogo de que falam é essencialmente o mesmo: o RPG.

(Texto original publicado originalmente em fórum de discussões da comunidade Grupo de Estudos em RPG da antiga rede social BEJRPG, movida atualmente para a nova rede social de RPG Rollnplay.)